Campo Grande foi palco de um encontro potente entre gerações durante o Festival da Juventude 2026. A mesa “Conexão Gerações – A Política é Para Mim? Desafios e Oportunidades para a Juventude”, realizada nesta sexta-feira (27), no Auditório Marçal de Souza Tupã-Y, na UFMS, reuniu estudantes de escolas públicas, universitários e lideranças políticas para um debate direto: afinal, qual é o lugar da juventude na política?
Com trajetórias distintas, os deputados federais Vander Loubet e Camila Jara conduziram a conversa, compartilhando experiências e provocando reflexões sobre participação, cidadania e futuro.
Entre os participantes, quem chamou atenção foi o estudante de escola pública Alessandro Rogério, de apenas 11 anos de idade. Para ele, o espaço foi mais do que uma atividade do festival, foi oportunidade de pertencimento:
“Eu tirei muitos ensinamentos e achei bem legal, porque é uma oportunidade de a gente estar perto de lideranças que criam leis. A questão da mobilidade é muito importante e foi falada aqui. Nos debates, geralmente focam nos adultos e esquecem a galera mais nova, e aqui foi diferente. A gente também pode contribuir”.
Para Camila Jara, o distanciamento entre política e sociedade ainda é um desafio que precisa ser enfrentado desde cedo. “A política precisa estar inserida na sociedade. A gente não aprende na sala de aula para onde vão os nossos impostos ou por que precisamos debater as questões básicas do nosso dia a dia. Quando temos a oportunidade de falar com os jovens e mostrar a proximidade deles enquanto cidadãos, estamos exercendo nosso papel. Esse encontro foi fundamental”.
Com mais de três décadas de vida pública, Vander Loubet ressaltou o impacto do encontro como um espaço de renovação e troca. “Isso aqui rejuvenesce a gente. É uma conexão impressionante, principalmente poder dialogar com essa garotada. A política está em tudo: não só a partidária, mas no grêmio estudantil, no bairro, na comunidade. É daí que surgem novas lideranças, que no futuro vão nos substituir”.

Vozes ampliadas
Mais do que um debate, a mesa mostrou que o Festival da Juventude cumpre um papel essencial: não dar voz, mas ampliar as vozes que já existem. A diversidade de participantes e a troca entre gerações reforçam a potência do evento como espaço de formação, escuta e protagonismo juvenil.
Para a coordenadora geral do FestJuv, Andréa Freire, a segunda edição do festival reforça o compromisso de construir um espaço onde os jovens não estejam apenas na plateia, mas sejam protagonistas.
“A gente acredita na participação ativa, no diálogo e na troca como caminhos para fortalecer políticas públicas e também a própria vivência da juventude. Realizar o Festival dentro de um campus universitário tem um significado muito importante: aproximar esses jovens de um espaço de formação, de futuro e de possibilidades”.
O Festival segue com programação até sábado (26). Acesse o site oficial ou as redes sociais e fique por dentro das atividades.
O Festival da Juventude é uma realização do Instituto Curumins, em parceria com a UFMS e o Ministério da Cultura, por meio de emenda parlamentar do deputado federal Vander Loubet, além do apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Fundo Nacional de Cultura e do Governo Federal. Conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), Subsecretaria da Juventude (SubsJuventude), Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Secretaria de Estado de Educação (SED), Fundação de Cultura de MS, Rede Educativa MS, Governo do Estado, senadora Soraya Thronicke, deputada federal Camila Jara e Águas Guariroba.
Texto: Arruda Comunicação Fotos: Alex Nantes






