Em pauta, menos impostos

Ainda em 2011, Dilma anunciou desonerações na folha de pagamento
Ainda em 2011, Dilma anunciou desonerações na folha de pagamento
Ainda em 2011, Dilma anunciou desonerações na folha de pagamento

Vander Loubet*

É quase uma unanimidade nacional a percepção por parte dos contribuintes brasileiros de que pagamos muitos impostos. A maioria dos estudos indica que algo entre 35% e 40% do PIB brasileiro é resultado de incidência tributária. Acrescente-se a isso que o sistema tributário nacional é complexo, engenhoso e de difícil compreensão para a grande massa da população.

A partir do governo do ex-presidente Lula, passamos a ter uma preocupação com a redução da carga tributária, apesar da complexidade do tema. E essa preocupação se manifestou na prática. Começou com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a chamada linha branca (geladeiras e fogões), sobre materiais de construção e sobre automóveis, cadeias produtivas de grande impacto na economia. Com a ascensão de Dilma à Presidência, essa política de redução tributária se manteve e atingiu a folha de pagamento dos trabalhadores de diversos setores, a energia elétrica e as micro e pequenas empresas (Supersimples).

Por outro lado, em Mato Grosso do Sul, no âmbito do governo do Estado, não conseguimos ver qualquer movimento na direção da redução da carga tributária para a população. Muito pelo contrário, continuamos a praticar uma carga nos limites. E essa sanha arrecadadora do Executivo estadual pode ser comprovada de diversas maneiras.

Em meados de 2011, por exemplo, contrariando todas as tendências do comércio global e a própria legislação nacional, a Fazenda estadual passou a taxar em 10% as compras de sul-mato-grossenses feitas pela internet. Além disso, contrariando uma lei federal, o governo do Estado está cobrando pela emissão da primeira via da carteira de identidade em Mato Grosso do Sul.

Ainda mais emblemático, temos o caso da pauta fiscal do etanol produzido pelas usinas em nosso estado, que faz com que o preço do produto vendido aqui seja um dos mais caros do Brasil, algo difícil de entender já que Mato Grosso do Sul possui dezenas de usinas, é o quinto maior produtor nacional de cana-de-açúcar e o terceiro maior produtor nacional de etanol.

É fundamental que o governo do Estado entenda que a conjuntura nacional criada por Lula e Dilma aponta para a necessidade de diminuir o peso dos impostos sobre a população e as empresas. Trata-se de um tema que deve começar a ser debatido desde já em Mato Grosso do Sul e que com certeza terá destaque nas eleições de 2014.

Reduzir impostos significa mais dinheiro para as famílias consumirem, significa melhoria da qualidade de vida das pessoas. Diminuir impostos estimula a geração de empregos. E mais empregos significa mais desenvolvimento.

*Deputado Federal (PT-MS)

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