Eixo de integração continental, MS precisa ampliar polos de conhecimento universitário, propõe Vander

Vander Loubet é o deputado federal mais bem avaliado de MS

Mato Grosso do Sul é bem servido por qualificadas instituições públicas de ensino superior: a UFMS, a mais antiga; a UFGD (Grande Dourados), o Instituto Federal (IFMS) e a Universidade Estadual (Uems). No entanto, é preciso ampliar o universo de ofertas para atender os novos desafios e necessidades regionais peculiares. É o que propõe o deputado federal e candidato a senador Vander Loubet (PT).

Ele defende a necessidade de ajustes estruturais no processo de desenvolvimento, apontando a sustentabilidade humana e ambiental e a integração continental. “O estado tem um amplo contexto de influências, como a diversidade cultural, o meio ambiente, as atividades econômicas. Além de fatores civilizatórios, há questões contemporâneas, como a crise climática. Tudo isso gera impactos e problemas, cujas soluções estão na ciência e no conhecimento”, pontua.

Vander menciona transformações que já estão acontecendo, por exemplo, com o advento da indústria e o extensivismo da exploração de recursos naturais, equiparando-se ao peso tradicional da agropecuária na base econômica. Reforça este pensamento citando a grave desfiguração ambiental causada por incêndios florestais e atividades econômicas sem o lastro de um zoneamento agroecológico cientificamente rigoroso.

“Além de tudo isso, o estado tornou-se um ponto de referência na integração latino-americana, porque é estratégico na Rota Bioceânica, a partir da fronteira Brasil-Paraguai, e está entre os principais núcleos de exportação de commodities que vão operar pelo acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Como iremos nos desempenhar em um cenário desses sem o necessário conhecimento?”, questiona o parlamentar.

Soluções

Para Vander Loubet, algumas soluções já podem ser trabalhadas. Ele destaca a mobilização pela Universidade do Pantanal, em Corumbá, e a proposta de criação da Universidade Latino-Americana. Empenhado em levar adiante estas ideias, explica que um documento reivindicando a Universidade do Pantanal já chegou ao presidente Lula. E conta que a Universidade da América Latina tinha entre seus defensores o ex-prefeito Heitor Miranda.

“O Heitor, um dos maiores responsáveis pela realização da Rota Bioceânica, sonhava com uma instituição de ensino superior focada na integração cultural e na defesa dos valores civilizatórios dos povos do nosso continente. Sugeria, inclusive, que a Universidade tivesse campus em Porto Murtinho, saída do Corredor Bioceânico, e em cidades de países vizinhos”.

Ao concluir, Vander calcula que Mato Grosso do Sul precisa – e pode – formar um grande exército de técnicos, professores e cientistas para qualificar seu desenvolvimento, alinhando-o conceitualmente aos clamores de um tempo com sérios desafios e grandes esperanças. “A crise climática é uma grave ameaça à humanidade e nós temos a melhor defesa, que é a ciência. Da mesma maneira, é o conhecimento a chave que temos para abrir os caminhos da justiça, da paz, da prosperidade”.

Texto: Edson Moraes
Edição: Éder F. Yanaguita
Foto: Alex Nantes

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