
Hoje é um dia triste para a jovem democracia brasileira. Fica marcado como um dia em que o voto popular foi ignorado em detrimento à vontade dos setores mais conservadores da nossa sociedade.
Dilma não cometeu crime de responsabilidade. Isso inclusive foi atestado por órgãos competentes de fiscalização, como foi o caso do Ministério Público Federal (MPF) na análise da acusação de “pedaladas fiscais”. Mas isso não impediu que ela fosse julgada pelo “conjunto da obra” tendo as “pedaladas” como justificativa. E impeachment sem crime é golpe.
Aos 54.501.118 de eleitores de Dilma é necessário enfatizar que não é hora de desanimar ou de abaixar a cabeça. E isso vale para todos os cidadãos e cidadãs brasileiras, seja qual for a preferência partidária, pois tramitam (ou devem começar a tramitar) no Congresso Nacional uma série de pautas conservadoras e retrógradas, que reduzem os direitos e os benefícios dos trabalhadores, que prejudicam a maior parcela da nossa população e que entregam na mão de poucos os bens e as riquezas nacionais. Ou seja, a luta continua.
A luta continua para que não se permitam retrocessos. A luta continua para que os avanços conquistados nos últimos 13 anos não se percam em meio a interesses que não refletem os interesses da massa trabalhadora do nosso país. A luta continua para que o sonho de um Brasil menos desigual siga vivo.
Brasília (DF), 31 de agosto de 2016.
VANDER LOUBET
Deputado Federal (PT-MS)