“Eleitoreiro”, afirma Vander ao rebater cenário de “fuga empresarial” criado pela oposição

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O deputado federal e pré-candidato a senador Vander Loubet (PT) considerou mal-intencionados e eleitoreiros os ataques oposicionistas à política econômica do presidente Lula, usando de argumento a mudança de empresas brasileiras para o Paraguai. “Basta consultar as diferenças, não apenas de dimensões populacionais e territoriais, mas de conjunturas e demandas econômicas bem distintas”, afirmou.

“O Brasil tem muito mais indústrias, por exemplo. Abriga mais de 210 milhões de habitantes, precisa ter redes de proteção social e financiar serviços públicos em escala continental. Além disso, nossa quantidade de indústrias é a maior da América Latina, que resulta numa carga tributária de 33% do PIB”, continuou. “Nossos irmãos paraguaios vêm avançando, o que é ótimo para o país e para todo nosso continente. Porém, as diferenças são gritantes”, disse.

Vander observou que, com uma economia menor, o Paraguai adota modelos fiscais simplificados, entre eles a alíquota de 10% do imposto de renda e o regime de maquila, para atrair capital externo. Um exemplo claríssimo é a liberdade do comércio paraguaio para vender os produtos importados a preço mais acessível porque, sem indústrias, usufruem o benefício da desoneração fiscal.

As considerações de Vander fazem contraponto ao discurso do ex-governador bolsonarista Reinaldo Azambuja (PL), que fala em “fuga de empresários brasileiros”, tentando responsabilizar Lula. “Só pode ser um sinal de desespero ou falta de conhecimento argumentativo. Alinhar só os pontos que interessam ao discurso é muito fácil. Quero ver fazer as comparações”, desafia Vander. “Não precisa ir muito longe, é só medir os parques industriais e bases comerciais para ver qual economia precisa de proteção contra concorrências desiguais”, sugeriu.

Iniciativas

Ao frisar que o Governo Federal vem protegendo e fortalecendo o empreendedorismo brasileiro, Vander mencionou algumas iniciativas que o presidente Lula já adotou. “O oposicionismo anti-Lula não cita as ações de Lula porque perderia o discurso”, salienta. Vander ressalta que Lula, entre outras intervenções, criou programas como o “Acredita” e o “Brasil Soberano” e as linhas que facilitam crédito, entre eles o “Procred 360” para MEIs e microempresas com taxas de juros menores, além de planos acessíveis do “Desenrola” para renegociação de dívidas com até 70% de desconto.

Só por meio do “Brasil Soberano”, o governo Lula liberou R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento pelo Tesouro Nacional e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo: proteger empresas e exportadores afetados por cenários comerciais externos. Em 2023, o presidente criou o Ministério do Empreendedorismo, que foi desmembrado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A nova Pasta começou a atuar em 2024, oferecendo linhas acessíveis ao crédito com juros baixos, programas de renegociação de dívidas e desburocratização de serviços para pequenos negócios.

Por fim, Vander puxou outros dados oficiais sobre o resultado da política econômica do governo Lula. “Números vitoriosos que, evidentemente, quem trabalha escondendo a verdade jamais aceitaria”. O PIB brasileiro cresceu 3,4% em 2024 e superou com folga as previsões iniciais do mercado, mantendo semelhante dinâmica à de 2025. A taxa de desemprego, em torno de 6%, é a menor da média histórica, e ainda com recorde. Os emplacamentos de veículos novos saltaram de 1,6 milhão em 2023 para a expectativa de 3 milhões em 2026.

Texto: Edson Moraes
Edição: Éder F. Yanaguita
Foto: Ricardo Stuckert

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