O deputado federal Vander Loubet (PT), pré-candidato a senador, acredita que o Dia do Meio Ambiente – comemorado no último dia 5 – e a vinculação do mês de junho com as pautas sobre o tema contribuem firmemente com a conscientização da sociedade e a incentivam a redobrar os esforços na proteção do planeta. Ele destaca os avanços da luta preservacionista no Brasil, mencionando os bons resultados obtidos pelo governo Lula, inclusive com reflexos em demandas locais.
Entre os resultados que o presidente alcançou no terceiro mandato, Vander cita a expressiva queda no índice de desmatamento na Amazônia e no Cerrado, a regulamentação do mercado de carbono, o lançamento do Plano Clima e o reforço dos meios de financiamento sustentável, como o Fundo Amazônia. “Celebrar estas datas é importante, é um simbolismo necessário. Mas é preciso que cada celebração, coletiva ou individual, signifique uma decisão de luta para garantir sustentabilidade em todos os processos de desenvolvimento”, afirma.

Boom econômico
Vander salienta os desafios que precisam ser respondidos por Mato Grosso do Sul, sobretudo diante do gigantismo do “boom” econômico. Além das megaindústrias de celulose e papel em Ribas do Rio Pardo e Inocência, o estado será um polo de referência para investimentos nos mapas do Mercosul, avivados no acordo de Livre Comércio com a União Européia, e os negócios fomentados por influência da Rota Bioceânica.
“Tudo isso é, em princípio, promissor. Porém, não basta termos indústrias chegando, negócios aumentando, cidades crescendo, se não tivermos, em primeiro lugar, estruturas firmes e humanistas de cidadania e políticas sustentáveis vigorosas, duradouras”, advoga Vander. Para ele, as pessoas e a natureza devem ser vistas pelos investidores com o olhar da inclusão, da proteção e da preservação.
O deputado observa que existem três biomas brasileiros e uma área de atenção diferenciada em Mato Grosso do Sul, todas em um contexto de desfiguração. O Cerrado possui no estado 22 milhões de hectares, boa parte utilizada na agropecuária, com 25% da área preservada. No caso do Pantanal, são 98.000 km² em territorio sul-mato-grossense, ou 65% de todo o ecossistema dentro do Brasil.
Mato Grosso do Sul tem também 6,3 milhões de hectares na área de domínio da Mata Atlântica (entre 10,4% a 18% do território estadual). Dessa extensão, a área de vegetação nativa remanescente preservada é de pouco mais de 700 mil hectares. Sem ser um bioma, existe ainda uma parte do Chaco, em Porto Murtinho, Corumbá, Aquidauana, Miranda e Caracol, entre 12.000 km² e 25.385 km², dependendo da metodologia e das áreas de transição consideradas.
Danos
Ao reforçar seu apelo, Vander lembra os prejuízos ambientais, econômicos, sociais e outros danos provocados nos ecossistemas por incêndios florestais, desmatamento e outros eventos. Só no Pantanal, nos últimos anos, o desmatamento, ciclos de estiagem e incêndios devastaram milhões de hectares.
Em 2020, o bioma perdeu aproximadamente 45.000 km² (ou 30%) de sua área de matas. Um estudo de pesquisadores apurou que mais de 17 milhões de animais vertebrados morreram em decorrência direta das chamas.
Texto: Edson Moraes Edição: Éder F. Yanaguita Fotos: VisitMS e Ricardo Stuckert